A Fetraf-SC é a Federação que representa todos os trabalhadores e trabalhadoras na Agricultura Familiar do Estado de Santa Catarina. Representar e defender os Agricultores Familiares que de forma individual ou coletiva produzem mais de 70% dos alimentos que é consumido pela população.

Em todo estado somos mais de 168 mil estabelecimentos de agricultores familiares e representamos 90% dos estabelecimentos agropecuário.

A criação da Fetrafesc em 1997 foi o marco do novo sindicalismo para todo o Brasil. Em 2001 surgiu a Fetraf-Sul, em 2005 foi criada a Fetraf-Brasil e mais de 20 federações surgiram em outros estados, consolidando o novo sindicalismo da agricultura familiar em todo país. Processo que rompeu definitivamente com aquele modelo sindical imposto pela legislação dos anos 60.

O reconhecimento politico conquistado desde a criação junto a governos, organizações sociais, e de modo especial pelos sindicatos de base demonstra que a estratégia da criação de uma organização especifica da Agricultura familiar foi uma decisão acertada.

A existência de uma categoria especifica e diferenciada dos trabalhadores e trabalhadoras da Agricultura Familiar potencializa três questões fundamentais:

O que defendemos

Defendemos a qualificação na organização da produção e seu fortalecimento com o incremento de alternativas sustentáveis econômica e ambientalmente;

Defendemos o fortalecimento da auto-organização dos agricultores familiares e se seus próprios sujeitos políticos com ênfase para as formas associativas e cooperativas de atuação;

Defendemos o reposicionamento da Agricultura Familiar no centro de politicas publicas, ambientais e sociais nas agendas nacionais e estaduais, para promover um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado;

Defendemos a valorização da Agricultura Familiar pelo seu vínculo à segurança alimentar mundial; pela preservação dos produtos tradicionais; por salvaguardar a agro biodiversidade; e pelo uso sustentável dos recursos naturais;

Defendemos o reconhecimento do papel das mulheres e dos jovens na Agricultura familiar, com programas para garantir seus direitos específicos;

Defendemos o Plano de Sucessão Familiar “Meu Projeto de Vida”: Conjunto de politicas que assegurem a permanência da juventude no campo com acesso à terra desburocratizada; as comunicações e inclusão digital; habitação diferenciada, politica de renda assegurada; acesso à cultura, esporte e lazer;

Defendemos o Não sucateamento das estatais: que o estado de Santa Catarina fortaleça e estruture estatais como: Cidasc, Epagri e Fatma, para melhor atendimento e desenvolvimento da Agricultura Familiar catarinense.

Defendemos o novo marco do cooperativismo, reconhecendo as cooperativas da agricultura familiar e da econômica solidária, e a regulamentação da lei da agricultura familiar 11.326.

Para a Fetraf-SC/CUT, apostar na agricultura familiar é muito mais que cuidar da natureza, do que produzir alimentos saudáveis para a nossa população. Investir na agricultura familiar é, também, fortalecer um dos pilares fundamentais que move a economia e a grande maioria dos municípios catarinenses. Investir na agricultura familiar é promover a vida.

Nossa concepção

A Fetraf-SC/CUT defende como concepção e objetivo estratégico a construção de uma sociedade justa, solidária, democrática, fraterna, plural, ambientalmente sustentável.

Defendemos a liberdade de pensamento, de expressão e de crença, tendo como pano de fundo a universalidade, a interdependência e a invisibilidade de todos os direitos humanos.

Nesta sociedade não pode haver espaço para a exploração do ser humano, nem a prevalência da divisão utilitarista da natureza, ou qualquer manifestação discriminatória, seja ele de raça, gênero, crença, geração e sexo, assim como qualquer manifestação de desrespeito a outras formas de vida.

Entendemos que o Estado tem a função e a capacidade de inverter as prioridade para melhorar a distribuição de renda. Sendo fomentador e indutor do desenvolvimento econômico, do planejamento estratégico, bom como na construção de politicas publicas e priorizar investimentos para programas sociais no país e no Estado de Santa Catarina.

Compreender que a participação das organizações da sociedade civil na esfera publica caminha no sentido da patilha do poder e da democracia do Estado. Na nossa percepção, adotar um paradigma de gestão publica voltado à afirmação da democracia participativa significa revolucionar, por dentro, a máquina do Estado.